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Publicado em: 22/10/2021

Dom Sergio lembra vida do Papa Santo

Devoto, o bispo enalteceu os motivos da santidade do Papa

 
Dom Sergio: São João Paulo II, um santo completo para os nossos dias Dom Sergio: São João Paulo II, um santo completo para os nossos dias | Crédito: Pascom Paróquia São Miguel

     O bispo Dom Sergio Arthur Braschi fez questão de contar, na celebração de quinta-feira, em Irati, que esteve com o Papa São João Paulo II por três vezes. Duas como bispo e uma ainda como padre. Segundo o bispo, o dia do santo, 22 de outubro, marca o início do pontificado de João Paulo II, em 1978. “Ele foi o terceiro papa com o pontificado mais longo da história. Foram 26 anos. Só foi superado por Pedro, escolhido por Jesus. Primeiro papa da Igreja. De sua vocação até o seu martírio. Depois, o beato Pio IX, papa na metade do século XIX, que serviu por 32 anos”, comentou Dom Sergio.


     Conforme Dom Sergio, João Paulo II teve um pontificado marcado por uma ação que transformou a Igreja por suas visitas inumeráveis. “Nenhum papa tinha feito isso. Alguns países foram visitados mais de uma vez. Isso auxiliou na proximidade com o povo. Poucos poderiam ir a Roma, era muito difícil. E os papas não viajavam, até o fim dos anos 50. Permaneciam dentro dos muros do Vaticano, desde eleitos. Com a morte de Pio XII, assumiu São João XXIII, em 1958, e ele começou a sair do palácio apostólico. Pegava o motorista e pedia para levá-lo a um hospital, ao presídio. Até que um dia anunciou o desejo de um concílio ecumênico, que reuniria toda a Igreja para procurar ouvir o que o Espírito Santo queria dizer para uma adaptação da Igreja aos tempos pós-guerra. Quando foi inaugurar o concílio, em outubro de 1962, saiu de trem e foi, pela primeira, para o outro lado da costa italiana, ao santuário de Nossa Senhora de Loreto, pedir o êxito do concílio, que se iniciaria no dia seguinte, dia 11”.


     Foi uma primeira abertura. “Paulo VI continuou as sessões conciliares e operacionalizou as decisões. Foram muitos decretos para tornar práticas as decisões. Uma delas, a passagem da missa que era em latim para a língua do país para que o povo pudesse ouvir a Palavra de Deus e participar na Liturgia. Papa Paulo VI fez algumas viagens. Foi à ONU, onde fez um discurso célebre; foi à Terra Santa, à Turquia, veio a Colômbia, à Conferência latino-americana de Medelín, em 1968. Essas primeiras saídas de um papa já causavam admiração. Deus estava preparando o caminho. Tudo preparou essa abertura para um novo tipo de ser papa”, alegou dom Sergio, citando o ‘Papa Sorriso’, João Paulo I, que permaneceu apenas 33 dias como papa e será beatificado. 


     “São João Paulo II foi ao encontro das multidões. Anunciar aos católicos e não católicos que Jesus é o único redentor do ser humano. ‘Abram as portas ao Redentor’. Essa frase marcou o começo do seu pontificado. Em suas encíclicas falou de redenção, do Cristo que está no centro, da Igreja dos sacramentos, a da busca dos afastados e da missão além-fronteiras para os povos que não conhecem Cristo. Escreveu sobre a importância da família e sobre o amor de Maria. Deixou uma marca tão grande no aspecto social porque tinha uma experiência de vida muito rica. Viveu em um pais invadido pelo nazismo, durante a Segunda Guerra, ajudou a libertar famílias judias, sofreu perseguições. Depois, o comunismo ateu, que negava Deus. Era bispo auxiliar de Cracóvia, quando quiseram construir ali perto a ‘cidade sem Deus’, uma cidade de operários. Ele lutou e organizou a construção de uma igreja lá. Não aceitava negociar quando se tratava de fé. Tanto que sofreu um atentado, que não era para matar ‘um papa’, era para matar ‘esse papa’”, detalhou o bispo.


     Devoto de São João Paulo, Dom Sergio enumerou que o Papa foi um polonês, operário na indústria química, trabalhou nas minas durante a guerra, foi formado em seminário clandestinamente, foi filósofo, homem de visão, falava várias línguas, e artista de teatro. “Ele tinha influência muito grande, percebiam que sua palavra era de coragem, de apoio aos povos que estavam abaixo do comunismo e que essa postura ia ter efeito, como de fato aconteceu. Devemos aprender de João Paulo II uma santidade operante, a serviço do Evangelho, da proclamação da misericórdia de Deus, do perdão a todo ser humano”, continuou o bispo. Para Dom Sergio, João Paulo II poderia ter sido canonizado também pela transformação mundial que iniciou, pelo martírio e por ser doutor da Igreja 


     “Conta-se que no seu último dia, ele já muito doente, ouvindo o povo na Praça São Pedro chamando seu nome, teria dito ‘jovens, eu tanto os busquei e agora viestes para junto de mim’; e entregou sua alma. Que ele interceda pela juventude, esse santo completo para nossos dias”, finalizou Dom Sergio.


 


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Publicado em: 22/10/2021

Dom Sergio lembra vida do Papa Santo

Devoto, o bispo enalteceu os motivos da santidade do Papa

 

     O bispo Dom Sergio Arthur Braschi fez questão de contar, na celebração de quinta-feira, em Irati, que esteve com o Papa São João Paulo II por três vezes. Duas como bispo e uma ainda como padre. Segundo o bispo, o dia do santo, 22 de outubro, marca o início do pontificado de João Paulo II, em 1978. “Ele foi o terceiro papa com o pontificado mais longo da história. Foram 26 anos. Só foi superado por Pedro, escolhido por Jesus. Primeiro papa da Igreja. De sua vocação até o seu martírio. Depois, o beato Pio IX, papa na metade do século XIX, que serviu por 32 anos”, comentou Dom Sergio.


     Conforme Dom Sergio, João Paulo II teve um pontificado marcado por uma ação que transformou a Igreja por suas visitas inumeráveis. “Nenhum papa tinha feito isso. Alguns países foram visitados mais de uma vez. Isso auxiliou na proximidade com o povo. Poucos poderiam ir a Roma, era muito difícil. E os papas não viajavam, até o fim dos anos 50. Permaneciam dentro dos muros do Vaticano, desde eleitos. Com a morte de Pio XII, assumiu São João XXIII, em 1958, e ele começou a sair do palácio apostólico. Pegava o motorista e pedia para levá-lo a um hospital, ao presídio. Até que um dia anunciou o desejo de um concílio ecumênico, que reuniria toda a Igreja para procurar ouvir o que o Espírito Santo queria dizer para uma adaptação da Igreja aos tempos pós-guerra. Quando foi inaugurar o concílio, em outubro de 1962, saiu de trem e foi, pela primeira, para o outro lado da costa italiana, ao santuário de Nossa Senhora de Loreto, pedir o êxito do concílio, que se iniciaria no dia seguinte, dia 11”.


     Foi uma primeira abertura. “Paulo VI continuou as sessões conciliares e operacionalizou as decisões. Foram muitos decretos para tornar práticas as decisões. Uma delas, a passagem da missa que era em latim para a língua do país para que o povo pudesse ouvir a Palavra de Deus e participar na Liturgia. Papa Paulo VI fez algumas viagens. Foi à ONU, onde fez um discurso célebre; foi à Terra Santa, à Turquia, veio a Colômbia, à Conferência latino-americana de Medelín, em 1968. Essas primeiras saídas de um papa já causavam admiração. Deus estava preparando o caminho. Tudo preparou essa abertura para um novo tipo de ser papa”, alegou dom Sergio, citando o ‘Papa Sorriso’, João Paulo I, que permaneceu apenas 33 dias como papa e será beatificado. 


     “São João Paulo II foi ao encontro das multidões. Anunciar aos católicos e não católicos que Jesus é o único redentor do ser humano. ‘Abram as portas ao Redentor’. Essa frase marcou o começo do seu pontificado. Em suas encíclicas falou de redenção, do Cristo que está no centro, da Igreja dos sacramentos, a da busca dos afastados e da missão além-fronteiras para os povos que não conhecem Cristo. Escreveu sobre a importância da família e sobre o amor de Maria. Deixou uma marca tão grande no aspecto social porque tinha uma experiência de vida muito rica. Viveu em um pais invadido pelo nazismo, durante a Segunda Guerra, ajudou a libertar famílias judias, sofreu perseguições. Depois, o comunismo ateu, que negava Deus. Era bispo auxiliar de Cracóvia, quando quiseram construir ali perto a ‘cidade sem Deus’, uma cidade de operários. Ele lutou e organizou a construção de uma igreja lá. Não aceitava negociar quando se tratava de fé. Tanto que sofreu um atentado, que não era para matar ‘um papa’, era para matar ‘esse papa’”, detalhou o bispo.


     Devoto de São João Paulo, Dom Sergio enumerou que o Papa foi um polonês, operário na indústria química, trabalhou nas minas durante a guerra, foi formado em seminário clandestinamente, foi filósofo, homem de visão, falava várias línguas, e artista de teatro. “Ele tinha influência muito grande, percebiam que sua palavra era de coragem, de apoio aos povos que estavam abaixo do comunismo e que essa postura ia ter efeito, como de fato aconteceu. Devemos aprender de João Paulo II uma santidade operante, a serviço do Evangelho, da proclamação da misericórdia de Deus, do perdão a todo ser humano”, continuou o bispo. Para Dom Sergio, João Paulo II poderia ter sido canonizado também pela transformação mundial que iniciou, pelo martírio e por ser doutor da Igreja 


     “Conta-se que no seu último dia, ele já muito doente, ouvindo o povo na Praça São Pedro chamando seu nome, teria dito ‘jovens, eu tanto os busquei e agora viestes para junto de mim’; e entregou sua alma. Que ele interceda pela juventude, esse santo completo para nossos dias”, finalizou Dom Sergio.


 


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Dom Sergio: São João Paulo II, um santo completo para os nossos dias   |   Pascom Paróquia São Miguel

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Em 1980, logo que perdeu o pai, Dom Sergio acompanhava a transmissão das viagens do Papa pelo rádio   |   Pascom Paróqua São Miguel


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