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Publicado em: 01/05/2022

Cursilho: meio de transformação

Pessoas vivem apostolado em suas realidades

 
O primeiro Cursilho da Diocese aconteceu em Telêmaco Borba O primeiro Cursilho da Diocese aconteceu em Telêmaco Borba | Crédito: Cursilho

Década de 40. Espanha. Uma sociedade tentava reerguer-se depois de três anos de guerra civil, em meio a inseguranças e incertezas. O cristianismo era a religião oficial, mas a sociedade era só ‘aparentemente’ e não ‘autenticamente’ cristã que se percebeu a necessidade de uma nova resposta evangelizadora, que renovasse o mundo a partir de dentro. Um cenário que exigia homens e mulheres transformados, acreditando ser possível para qualquer pessoa, inclusive para os afastados, tornar vida o cristianismo e transformar-se em apóstolos que modificariam os ambientes. A nova forma de evangelizar, partindo da realidade concreta das pessoas seria conhecido posteriormente como Movimento de Cursilhos de Cristandade.


     Com método estratégico peculiar, o Cursilho tinha a Escola de Responsáveis como determinante e os caminhos de seguimento no pós-Cursilho - as reuniões de grupo e as ultreias – na estrutura básica. Com sua difusão, algumas das nomenclaturas mudaram, mas a essência permanece a mesma. O primeiro Cursilho do Brasil foi em Valinhos, em São Paulo, na Semana Santa de 1962. Na Diocese de Ponta Grossa, o Movimento de Cursilhos de Cristandade completará 55 anos em julho de 2022. Iniciou em Telêmaco Borba, entre 13 e 16 de julho de 1967, reunindo homens (foto). Foram 53 participantes, de seis cidades: Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Castro, Piraí do Sul, Curitiba e Paranaguá. A edição feminina ocorreu em fevereiro de 1968, também em Telêmaco. Hoje, a Diocese está já no número 206, no masculino, e 196, no feminino. 


     Há 52 anos envolvido com o Cursilho na Diocese, o diácono Orlando Bayer fez o seu em 1970, em Jacarezinho. Do início, lembra que os candidatos eram inscritos nas paróquias, passavam pela análise do pároco e eram apresentados ao secretariado de Cursilho, que era quem apresentava as datas do encontro às pessoas e as convidava. “O povo se dedicava. Eu cheguei a servir em dois Cursilhos, duas semanas seguidas. Fazia a parte da ação apostólica. Tem que ter comprovante, testemunhar o que fala, os teus apostolados. Trabalhei em Cursilho com de seis a oito sacerdotes. A parte espiritual é fundamental, assim como a oração. Em um Cursilho em que servi, houve 1.280 orações, as (chamadas) alavancas. Com uma boa alavanca se ergue uma pedra de mil quilos. Eu e minha esposa chegamos a percorrer 60 quilômetros para coletar orações e intenções. O último Cursilho que trabalhei tinham 280 alavancas. A parte espiritual tem que ser muito forte”, relata o diácono.


     O primeiro diretor espiritual do Cursilho foi o padre redentorista Denis Quilty. O sacerdote e padre José Bugatti são lembrados com carinho por Orlando Bayer. “Repassavam orientações importantes. Eu era muito querido pelo padre Denis, trabalhava muito unido, entrosado com ele e padre José, que eram fora de série”, conta. Cursilhos aconteceram na Diocese com 100 participantes. Eram usados diversos locais, entre eles o Centro de Espiritualidade Passionista, o Cepa, antigo Centro de Treinamento de Líderes, salão paroquial da igreja Bom Jesus, em Uvaranas, e até o quartel do Exército em Castro, de acordo com o diácono. Origem de uma família de cursilhistas, Bayer conta que todos os seis filhos passaram pelo movimento. Um deles, Marcos, integrou o Grupo Executivo. “É um movimento de transformação. Quem tiver a possibilidade, deve fazer. Espero que Deus aja nessas pessoas. A graça de Deus vai funcionar, sem dúvida”, roga.


     Emocionado, ‘seo’ Orlando recorda um momento lindo vivido no encerramento de um Cursilho. “Veio um menino de Curitiba fazer; veio trazido pela mãe e pela avó. Quando chegou, eu fui receber. No final, o rapaz chegou e perguntou se podia me dar um beijo, dizendo ‘graças a Deus o senhor veio me receber porque eu estava disposto a voltar para casa, não ia ficar’. Deus estava precisando de uma mãozinha e eu estava lá”, relembra, chorando. “Eu amava servir. Só me fez bem. Se não fosse o meu problema de coluna ainda estaria servindo. Minha esposa já era de Igreja. Até ir (ao Cursilho) eu não era. Foram as orações dela e da família dela que fizeram com que eu chegasse ao Cursilho. Talvez, no céu tenha Cursilho. Eu vou trabalhar lá também”, confessa rindo. Ordenado diácono em 2010, o agropecuarista Orlando Bayer tem 86 anos, muita disposição, lucidez e alegria.


 


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Publicado em: 01/05/2022

Cursilho: meio de transformação

Pessoas vivem apostolado em suas realidades

 

Década de 40. Espanha. Uma sociedade tentava reerguer-se depois de três anos de guerra civil, em meio a inseguranças e incertezas. O cristianismo era a religião oficial, mas a sociedade era só ‘aparentemente’ e não ‘autenticamente’ cristã que se percebeu a necessidade de uma nova resposta evangelizadora, que renovasse o mundo a partir de dentro. Um cenário que exigia homens e mulheres transformados, acreditando ser possível para qualquer pessoa, inclusive para os afastados, tornar vida o cristianismo e transformar-se em apóstolos que modificariam os ambientes. A nova forma de evangelizar, partindo da realidade concreta das pessoas seria conhecido posteriormente como Movimento de Cursilhos de Cristandade.


     Com método estratégico peculiar, o Cursilho tinha a Escola de Responsáveis como determinante e os caminhos de seguimento no pós-Cursilho - as reuniões de grupo e as ultreias – na estrutura básica. Com sua difusão, algumas das nomenclaturas mudaram, mas a essência permanece a mesma. O primeiro Cursilho do Brasil foi em Valinhos, em São Paulo, na Semana Santa de 1962. Na Diocese de Ponta Grossa, o Movimento de Cursilhos de Cristandade completará 55 anos em julho de 2022. Iniciou em Telêmaco Borba, entre 13 e 16 de julho de 1967, reunindo homens (foto). Foram 53 participantes, de seis cidades: Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Castro, Piraí do Sul, Curitiba e Paranaguá. A edição feminina ocorreu em fevereiro de 1968, também em Telêmaco. Hoje, a Diocese está já no número 206, no masculino, e 196, no feminino. 


     Há 52 anos envolvido com o Cursilho na Diocese, o diácono Orlando Bayer fez o seu em 1970, em Jacarezinho. Do início, lembra que os candidatos eram inscritos nas paróquias, passavam pela análise do pároco e eram apresentados ao secretariado de Cursilho, que era quem apresentava as datas do encontro às pessoas e as convidava. “O povo se dedicava. Eu cheguei a servir em dois Cursilhos, duas semanas seguidas. Fazia a parte da ação apostólica. Tem que ter comprovante, testemunhar o que fala, os teus apostolados. Trabalhei em Cursilho com de seis a oito sacerdotes. A parte espiritual é fundamental, assim como a oração. Em um Cursilho em que servi, houve 1.280 orações, as (chamadas) alavancas. Com uma boa alavanca se ergue uma pedra de mil quilos. Eu e minha esposa chegamos a percorrer 60 quilômetros para coletar orações e intenções. O último Cursilho que trabalhei tinham 280 alavancas. A parte espiritual tem que ser muito forte”, relata o diácono.


     O primeiro diretor espiritual do Cursilho foi o padre redentorista Denis Quilty. O sacerdote e padre José Bugatti são lembrados com carinho por Orlando Bayer. “Repassavam orientações importantes. Eu era muito querido pelo padre Denis, trabalhava muito unido, entrosado com ele e padre José, que eram fora de série”, conta. Cursilhos aconteceram na Diocese com 100 participantes. Eram usados diversos locais, entre eles o Centro de Espiritualidade Passionista, o Cepa, antigo Centro de Treinamento de Líderes, salão paroquial da igreja Bom Jesus, em Uvaranas, e até o quartel do Exército em Castro, de acordo com o diácono. Origem de uma família de cursilhistas, Bayer conta que todos os seis filhos passaram pelo movimento. Um deles, Marcos, integrou o Grupo Executivo. “É um movimento de transformação. Quem tiver a possibilidade, deve fazer. Espero que Deus aja nessas pessoas. A graça de Deus vai funcionar, sem dúvida”, roga.


     Emocionado, ‘seo’ Orlando recorda um momento lindo vivido no encerramento de um Cursilho. “Veio um menino de Curitiba fazer; veio trazido pela mãe e pela avó. Quando chegou, eu fui receber. No final, o rapaz chegou e perguntou se podia me dar um beijo, dizendo ‘graças a Deus o senhor veio me receber porque eu estava disposto a voltar para casa, não ia ficar’. Deus estava precisando de uma mãozinha e eu estava lá”, relembra, chorando. “Eu amava servir. Só me fez bem. Se não fosse o meu problema de coluna ainda estaria servindo. Minha esposa já era de Igreja. Até ir (ao Cursilho) eu não era. Foram as orações dela e da família dela que fizeram com que eu chegasse ao Cursilho. Talvez, no céu tenha Cursilho. Eu vou trabalhar lá também”, confessa rindo. Ordenado diácono em 2010, o agropecuarista Orlando Bayer tem 86 anos, muita disposição, lucidez e alegria.


 


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