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Na Trilha da Fé
Publicado em: 20/03/2021

Vida e oração contemplativas

Monges beneditinos vieram de São Paulo

 
| Crédito:

      “A vida monástica nunca nasce de geração espontânea...É da Igreja que recebemos a fé. Não nos batizamos a nós mesmos, mas recebemos o batismo pelas mãos de outros ministros da Igreja. Analogicamente, nenhum monge se autoproclama monge, mas é revestido do estado monástico. Recebemos o hábito das mãos de um ‘pai’ que, na Igreja, nos gera para a vida monástica. O Mosteiro da Ressurreição não nasceu do nada; ele é herdeiro e protagonista de uma Tradição viva. Os fundadores vieram todos do Mosteiro de São Bento de São Paulo, onde nasceram para a vida monástica”¹

      A fundação deveria ser mais no sul do país, onde a vida monástica era quase desconhecida. O primeiro bispo a se interessar e se comprometer seriamente foi o passionista Dom Geraldo Pellanda, então bispo de Ponta Grossa. Por isso a escolha da Diocese. O mosteiro, que seria dedicado à Ressurreição do Senhor, teve início no Santuário Nossa Senhora da Vila Velha/Mãe da Divina Graça, em terreno pertencente ao Estado do Paraná, cedido em comodato à Cúria diocesana.

      Em junho de 1981, nove monges vieram de São Paulo para Ponta Grossa, sendo um professo solene e sacerdote, quatro professos temporários, quatro noviços e um postulante. Dom Lucas Torrell de Almeida Costa, que estava à frente do grupo, chegou dois meses depois. A comunidade viveu no santuário de Vila Velha entre 1981 e 1985, em situação muito precária. À pequena igreja do santuário foi acrescentado um mosteiro, construído em madeira pedida de esmola a várias madeireiras. Faltava praticamente tudo, menos a caridade dos religiosos, particularmente as religiosas, bem como de leigos que auxiliaram a comunidade com doação de alimentos.

      A pequena fábrica de velas foi aberta com o envio das primeiras máquinas por parte de Dom Joaquim Zamith, abade do Mosteiro de São Paulo. Com o dinheiro proveniente de uma instituição europeia, acrescido de uma ajuda das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, foi possível, em agosto de 1983, comprar sete alqueires de terra a 12 quilômetros da cidade. No ano seguinte, foi iniciada a construção do mosteiro atual e a comunidade teve que ser dividida, permanecendo um grupo no novo terreno e o outro em Vila Velha.

      Em agosto de 1985, com a inauguração das 16 primeiras celas, os dois grupos voltaram a se reunir. Em 18 de outubro de 1984, o mosteiro foi erigido canonicamente como Priorado Simples, sob a jurisdição do abade presidente da Congregação Beneditina do Brasil, Dom Basílio Penido. Na Solenidade de São Bento de 1987, o mosteiro foi erigido em Priorado Conventual, sendo Dom Lucas instituído Prior em 12 de agosto, cargo que ocupou até março de 1991, quando apresentou sua renúncia. No dia 17 de abril do mesmo ano, Dom André Martins foi eleito Prior Conventual e a história do mosteiro entrou em uma nova fase, na qual ainda vive, ou seja, de aprofundamento de seu próprio lugar na Igreja como uma comunidade monástica de orientação contemplativa.

      Em 21 de agosto de 1997, por Decreto da Santa Sé, o mosteiro foi elevado à condição de abadia. Em 5 de setembro, Dom André Martins foi eleito primeiro abade, recebendo a bênção abacial no dia 30 de novembro, festa de Santo André, pelas mãos de Dom Murilo Krieger. Há sete anos um novo mosteiro vem sendo construído, na localidade de Cerradinho, no distrito de Itaiacoca. O Mosteiro da Ressurreição conta atualmente com 28 membros.


∗Fonte: https://abadiadaressurreicao.org/historia-do-mosteiro

¹ Dom Mateus de Salles Penteado, cronista do Mosteiro da Ressurreição


  • Diocede Ponta Grossa


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Publicado em: 20/03/2021

Vida e oração contemplativas

Monges beneditinos vieram de São Paulo

 

      “A vida monástica nunca nasce de geração espontânea...É da Igreja que recebemos a fé. Não nos batizamos a nós mesmos, mas recebemos o batismo pelas mãos de outros ministros da Igreja. Analogicamente, nenhum monge se autoproclama monge, mas é revestido do estado monástico. Recebemos o hábito das mãos de um ‘pai’ que, na Igreja, nos gera para a vida monástica. O Mosteiro da Ressurreição não nasceu do nada; ele é herdeiro e protagonista de uma Tradição viva. Os fundadores vieram todos do Mosteiro de São Bento de São Paulo, onde nasceram para a vida monástica”¹

      A fundação deveria ser mais no sul do país, onde a vida monástica era quase desconhecida. O primeiro bispo a se interessar e se comprometer seriamente foi o passionista Dom Geraldo Pellanda, então bispo de Ponta Grossa. Por isso a escolha da Diocese. O mosteiro, que seria dedicado à Ressurreição do Senhor, teve início no Santuário Nossa Senhora da Vila Velha/Mãe da Divina Graça, em terreno pertencente ao Estado do Paraná, cedido em comodato à Cúria diocesana.

      Em junho de 1981, nove monges vieram de São Paulo para Ponta Grossa, sendo um professo solene e sacerdote, quatro professos temporários, quatro noviços e um postulante. Dom Lucas Torrell de Almeida Costa, que estava à frente do grupo, chegou dois meses depois. A comunidade viveu no santuário de Vila Velha entre 1981 e 1985, em situação muito precária. À pequena igreja do santuário foi acrescentado um mosteiro, construído em madeira pedida de esmola a várias madeireiras. Faltava praticamente tudo, menos a caridade dos religiosos, particularmente as religiosas, bem como de leigos que auxiliaram a comunidade com doação de alimentos.

      A pequena fábrica de velas foi aberta com o envio das primeiras máquinas por parte de Dom Joaquim Zamith, abade do Mosteiro de São Paulo. Com o dinheiro proveniente de uma instituição europeia, acrescido de uma ajuda das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo, foi possível, em agosto de 1983, comprar sete alqueires de terra a 12 quilômetros da cidade. No ano seguinte, foi iniciada a construção do mosteiro atual e a comunidade teve que ser dividida, permanecendo um grupo no novo terreno e o outro em Vila Velha.

      Em agosto de 1985, com a inauguração das 16 primeiras celas, os dois grupos voltaram a se reunir. Em 18 de outubro de 1984, o mosteiro foi erigido canonicamente como Priorado Simples, sob a jurisdição do abade presidente da Congregação Beneditina do Brasil, Dom Basílio Penido. Na Solenidade de São Bento de 1987, o mosteiro foi erigido em Priorado Conventual, sendo Dom Lucas instituído Prior em 12 de agosto, cargo que ocupou até março de 1991, quando apresentou sua renúncia. No dia 17 de abril do mesmo ano, Dom André Martins foi eleito Prior Conventual e a história do mosteiro entrou em uma nova fase, na qual ainda vive, ou seja, de aprofundamento de seu próprio lugar na Igreja como uma comunidade monástica de orientação contemplativa.

      Em 21 de agosto de 1997, por Decreto da Santa Sé, o mosteiro foi elevado à condição de abadia. Em 5 de setembro, Dom André Martins foi eleito primeiro abade, recebendo a bênção abacial no dia 30 de novembro, festa de Santo André, pelas mãos de Dom Murilo Krieger. Há sete anos um novo mosteiro vem sendo construído, na localidade de Cerradinho, no distrito de Itaiacoca. O Mosteiro da Ressurreição conta atualmente com 28 membros.


∗Fonte: https://abadiadaressurreicao.org/historia-do-mosteiro

¹ Dom Mateus de Salles Penteado, cronista do Mosteiro da Ressurreição


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