Cerca de 3 mil jovens participam do DNJ em Piraí do Sul
Entre a Matriz Menino Deus e o Santuário Nossa Senhora das Brotas, a juventude fez do caminho uma resposta ao convite de reconstruir a Igreja
23.09.2026 - 11:46:50

O chamado era para ir. Ainda pela manhã, em Piraí do Sul, perto de 3 mil jovens vindos de todas as cidades da Diocese de Ponta Grossa começaram a dar uma resposta. Saíram da Igreja Matriz Menino Deus e tomaram as ruas em direção ao Santuário Nossa Senhora das Brotas. Alguns cantavam, outros rezavam; quando o cansaço aparecia, havia sempre alguém por perto para animar a caminhada. Foi assim, passo a passo, que o tema do Dia Nacional da Juventude (DNJ) “Vai, jovem, e reconstrói a minha Igreja” ganhou vida no domingo, 20 de setembro. Para o padre Kleber Pacheco, coordenador do Setor Juventude, o percurso traduziu o primeiro verbo do tema. Era preciso sair da igreja e percorrer as ruas, como quem aceita o convite de ir ao encontro. Mas a caminhada também revelou algo que ele considera essencial à missão: “Quando a gente vai, não vai sozinho, mas vai junto”. Os mais animados encorajavam os cansados, e todos seguiam na mesma direção. Ao chegar ao santuário, os jovens participaram da Santa Missa. Depois, três palestras aprofundaram a reflexão sobre a evangelização, a coragem dos santos e a missão da juventude na Igreja. A programação também ofereceu aconselhamento, adoração ao Santíssimo Sacramento e estandes vocacionais. Neles, os participantes puderam conhecer diferentes congregações, conversar sobre seus carismas e trocar contatos para continuar esse diálogo. Entre as experiências do dia, o padre Kleber destacou a procura pela confissão. Diversos sacerdotes atenderam os jovens desde o fim da Missa, por volta das 11h, até as 16h. Enquanto uns buscavam o sacramento, outros permaneciam em silêncio diante do Santíssimo ou acompanhavam as apresentações no palco central, com a banda Shalom e uma banda de Telêmaco Borba. Havia também um céu que preocupava a organização nos dias anteriores. A previsão de chuva exigiu atenção, mas o tempo colaborou e, durante a caminhada, o sol apareceu. Para o padre Kleber, a alegria dos jovens foi a marca que atravessou todo o encontro: estava nas ruas, nos espaços de oração e na disposição de permanecer juntos. Ao fim da programação, o caminho entre a matriz e o santuário já havia terminado. O convite do DNJ, não. Cada jovem voltava para sua comunidade levando a pergunta que o encontro fez nascer: por onde começar a reconstruir a Igreja? Naquele domingo, a juventude ensaiou uma resposta ao sair de casa, oferecer companhia a quem precisava e continuar caminhando.
Fotógrafo Setor Juventude
