"Sejam bem-vindas, zeladoras de Maria, para este dia de muita alegria." Foi cantando que os seminaristas da Diocese de Ponta Grossa receberam as participantes do Congresso Diocesano do Movimento das Capelinhas. Composta especialmente por eles, a canção parecia anunciar o que viria pela frente: um domingo inteiro de sorrisos, música, oração e a alegria contagiante de quem reconhece a beleza de servir.
Realizado no dia 23 de agosto, na Paróquia Senhor Bom Jesus, em Ponta Grossa, o congresso reuniu zeladoras e zeladores de diferentes paróquias da Diocese. Desde as primeiras horas da manhã, o salão ganhou o movimento das conversas, dos reencontros e das canções. Com a participação do músico John Lima, ninguém ficou apenas assistindo. As participantes cantaram, acompanharam as coreografias e se deixaram envolver pelo clima festivo.
A alegria atravessou toda a programação e caminhou ao lado da espiritualidade. Após o café de acolhida, a oração inicial teve a entrada da imagem da Mãe da Divina Graça conduzida pelos Arautos do Evangelho. O encontro contou ainda com palestra do padre Hélio Guimarães, reflexão de frei David sobre o Jubileu de São Francisco, adoração conduzida pelo padre Delsi Zamboni, SSE, Novena Vocacional, testemunhos, palestra de frei Alderico e sorteio de brindes.
Encerrando o congresso, a Santa Missa foi presidida pelo padre Jaime Rossa, vigário da Diocese de Ponta Grossa, e concelebrada pelos padres Hélio Guimarães e Daniel Farago e por frei Alderico. Na celebração, foram reunidas em oração todas as experiências vividas ao longo do dia.
Na animação do congresso, tornava-se visível a força de uma missão que costuma acontecer de maneira silenciosa. De casa em casa, as capelinhas aproximam famílias, despertam a oração e fazem chegar a presença missionária de Maria às comunidades.
Coordenadora do Movimento das Capelinhas na Paróquia Senhor Menino Deus, em Piraí do Sul, Maria Napoli acompanha 90 capelinhas no município. Para ela, o serviço responde a uma necessidade percebida dentro das próprias famílias. “É uma missão silenciosa, mas importantíssima, porque levamos Maria às casas. Sempre alguém me procura querendo entrar no movimento. Sinto que as famílias estão precisando muito de oração e, por isso, é uma missão muito gratificante”, contou.
Uma rede de oração pelas vocações
A missão das capelinhas mantém uma profunda ligação com o cuidado pelas vocações. Além da oração, as ofertas arrecadadas pelo movimento auxiliam na manutenção dos seminários e na formação dos futuros sacerdotes da Diocese. Zeladora há 40 anos, Lorena Rodrigues, da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, reconhece nessa relação uma verdadeira família diocesana. “Amo ser zeladora. Somos missionárias de Maria e, com as capelinhas, ajudamos os seminários na formação de novos padres. É muito bom fazer parte da caminhada desses meninos e rezar sempre por eles”, destacou.
Essa presença é sentida por aqueles que percorrem o caminho formativo. Seminarista diocesano no primeiro ano da Teologia, Jean Junior de Matos Chagas Vaz afirmou que a oração das zeladoras oferece ânimo e sustentação à vocação. João Rodrigues, seminarista diocesano na etapa da Configuração, recordou que as zeladoras atuam como canais de evangelização. “Elas manifestam a presença de Deus por meio de Maria, que leva seu Filho às casas. Contamos sempre com suas orações”, ressaltou.
O padre Hélio Guimarães, reitor do Seminário Diocesano São José e coordenador da Pastoral Vocacional Diocesana, agradeceu o empenho das paróquias ao longo de agosto e recordou que a contribuição de cada comunidade auxilia tanto a formação dos seminaristas quanto a missão desenvolvida pela Pastoral Vocacional em toda a Diocese.
Quando chegou a hora de voltar para casa, a alegria cantada na acolhida seguia estampada nos rostos. Cada participante partiu levando o entusiasmo renovado para continuar servindo, rezando e caminhando com Maria. Assim, de visita em visita, cada capelinha pode transformar uma casa em lugar de oração e preparar o terreno onde novas vocações poderão florescer.