No Domingo de Pentecostes, a devoção ao Divino Espírito Santo voltou a tomar as ruas de Ponta Grossa. A 25ª Festa do Divino, realizada pela Casa do Divino, reuniu fiéis em uma celebração marcada pela oração, pela partilha e pela memória de uma tradição que segue viva no coração da cidade.
A programação contou com novena, procissão, Santa Missa, almoço, manifestações culturais e momentos de convivência. A procissão saiu da Casa do Divino, na Rua Santos Dumont, conduzindo a imagem do Divino Espírito Santo até a Catedral Sant’Ana. A Santa Missa foi celebrada pelo pároco da Catedral, padre Claudemir Nascimento Leal, em louvor ao Divino Espírito Santo.
Na homilia, padre Claudemir recordou que Pentecostes é o dia em que a Igreja celebra a vida recebida pelo sopro de Deus. Ao falar sobre o Espírito Santo, o sacerdote destacou que a ação divina ultrapassa os limites humanos e atravessa até as “portas fechadas”, como no Evangelho proclamado durante a celebração.
O pároco também ressaltou que aquilo que a Igreja realiza na Missa, na procissão e na Festa do Divino não é apenas gesto humano, mas obra de Deus. Em sua reflexão, lembrou que o Espírito Santo capacita cada pessoa para viver a própria vocação e missão, concedendo a graça necessária para realizar aquilo que Deus confia a cada um.
Para a coordenadora da Casa do Divino, Lídia Hoffman, a festa deste ano foi marcada pela tranquilidade, pela participação dos devotos e pelo clima de comunhão. “Foi uma das festas mais tranquilas que a gente teve, tudo numa santa paz, numa harmonia. A participação das pessoas na novena, a procissão muito bonita. Foi tudo muito bonito”, relatou.
Segundo Lídia, quem participa da Festa do Divino reconhece nela uma expressão simples e profunda de fé. “Todo mundo que veio sabe o que a nossa festa é: especial. Não é uma festa qualquer. É uma festa muito simples, mas feita com muito coração, com muito esforço. Acho que é por isso que ela se torna tão bonita”, afirmou.
A coordenadora também agradeceu o apoio da Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, além das equipes envolvidas na organização, na estrutura, no trânsito e no policiamento. Ela destacou ainda a presença e o apoio do secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal, durante a realização do evento.
A celebração deste ano também foi ocasião de gratidão pela história de Dom Sergio Arthur Braschi junto à Casa do Divino. Ao longo dos anos, o bispo emérito acompanhou, incentivou e fortaleceu a devoção, tornando-se uma presença muito querida entre os devotos e a comunidade ligada à festa. Sua caminhada permanece como sinal de reconhecimento por tudo o que representa para a Casa do Divino e para a Diocese de Ponta Grossa.
A Festa do Divino é reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Ponta Grossa e, ao longo dos anos, tornou-se uma das expressões mais significativas da religiosidade popular da cidade. A cada edição, a Casa do Divino mantém viva uma tradição que une fé, música, memória e serviço comunitário.