Os passos rápidos, as mãos postas em oração, os olhos brilhantes de entusiasmo. Na Catedral Sant’Ana, crianças e jovens servidores do altar enchiam os bancos não apenas com seus corpos, mas com uma energia que transformava o espaço sagrado em algo ainda mais vivo. Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a Diocese de Ponta Grossa reuniu seus coroinhas, acólitos e cerimoniários para uma missa especial em honra a São Tarcísio, padroeiro daqueles que servem ao altar. A celebração, concelebrada pelos padres Alvaro Luiz Martins Nortok, Claudemir Nascimento Leal e Renato dos Santos, contou ainda com a presença de diáconos Anderson Schulmeister, Iuri Nack Buss, Jefferson Sanchez e Alcedir Godoy e seminaristas, mas foram os jovens os verdadeiros protagonistas.
Entre eles estava Renato Rodrigues Antunes, da Paróquia São Sebastião, que não disfarçava a felicidade de estar ali. De coroinha a acólito, ele carrega no peito a mesma chama de devoção: "quando a gente vira acólito, você sempre quer servir sempre. Você quer servir na missa, quer ir no missal, você quer fazer as atividades. Isso é muito incrível". Para ele, aquele momento foi mais que uma celebração, foi um chamado. "Acho que todo mundo deve passar por esse momento. É muito bonito, muito solene", reflete.
Nas laterais, mães como Anderleia Aparecida Vaz e Daisyana Madalozo testemunhavam, comovidas, a fé dos filhos. "Esse momento foi inesquecível. Ele já tinha vivido outros aqui na Catedral, mas não tão como hoje, com tantos servidores, com tantos pais. A Catedral, o altar estavam lindos. Só a gratidão a Deus", diz Anderleia, enquanto Daisyana, ela mesma ex-coroinha na Paróquia Santo Antônio, via o ciclo se repetir: "Hoje, com muito orgulho, as minhas filhas, uma com cinco anos e a segunda com 12 anos, são coroinhas. Todos deveriam buscar a Deus, principalmente".
Na homilia, padre Alvaro Luiz Martins Nortok lembrou a história de São Tarcísio e reforçou o valor do serviço: "Obrigado pelo sim de vocês, queridas crianças, queridos jovens. Continuem firmes e fortes! Olha que bonito uma igreja jovem que vai sendo vocacionada a servir". E completou, dirigindo-se às famílias: "Deus os ajude a enxergar o que cada um tem de melhor na sua família, pois é também nela que Ele vive".
Enquanto as últimas palavras da benção final ecoavam pela igreja, os jovens servidores do altar despediam-se com sorrisos e abraços, carregando consigo mais do que lembranças: a certeza de pertencer a algo maior. A missa, que começara com a agitação dos preparativos, terminava em alegria. Ali, entre gestos de fé e a simplicidade das crianças que carregam cruzes maiores que seus próprios corpos, via-se uma Igreja em movimento: viva, jovem e cheia de futuro.