O profícuo pontificado de Francisco
A proximidade e a sinodalidade de um Papa diferente
22.04.2025 - 14:53:24

Para o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, padre Joel Nalepa, hoje, a Igreja e a humanidade se despedem de um dos líderes mais importantes dos últimos tempos. “Para nós, católicos é, sem dúvida, um dia de lamentação, mas acima de tudo de gratidão pelo legado do Papa Francisco, pelo seu jeito humano de falar de Deus e pela proximidade das pessoas. Proximidade no jeito de falar e no jeito de agir”, enaltece o coordenador, lembrando a primeira, das 47 viagens que Francisco fez ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013, no Rio de Janeiro.
Nessa ocasião, o Papa Francisco expressou seu carisma pelas ruas da cidade, quebrando protocolo e abraçando as pessoas, suas visitas, orações, viagem à Aparecida, Via Sacra, celebração de encerramento com suas palavras marcantes: “‘Ide, sem medo, para servir. Seguindo essas palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar seu Evangelho’. Foram palavras de proximidade, de motivação e encorajamento”, enfatiza padre Joel.
“O Papa Francisco tratou com seriedade e proximidade os principais temas da Igreja e do mundo, como: a reforma na própria Igreja, transparência e honestidade, seriedade contra os abusos de menores e o combate contra toda forma de violência contra a vida, defendendo a vida desde o seu início até o fim natural, a questão migratória ao redor do mundo, a guerra, inclusive, tratando da terceira guerra mundial em pedaços, quando falou dos conflitos em curso na atualidade. Seu Pontificado foi marcado pela sinodalidade, como expressão de uma Igreja que caminha na comunhão. Caminhar juntos deve ser a característica da Igreja de Jesus. Com isso o Papa Francisco demonstrou a maturidade na capacidade de um longo processo de escuta suscitando o Sínodo sobre a Sinodalidade com processo de escuta do Espírito Santo que fala e guia toda a Igreja quando todos são incluídos no processo de Comunhão, Participação e Missão. Na forma de caminhar juntos o poder dá lugar ao serviço porque a Igreja é guiada pelo Espírito Santo”, argumenta o coordenador da Ação Evangelizadora.
O Papa Francisco não só escolheu o nome de Francisco, mas foi próximo dos pobres, expressou o ‘cheiro de ovelhas’, no seu falar e agir, no seu cuidado com a ‘Casa comum’, expressando esse cuidado na sua primeira encíclica ‘Laudato Si’, de 2015, que trata da ecologia integral. “Tratou das questões climáticas, chamando atenção de todo mundo para esse e outros temas. E neste ano de 2025, ano de sua morte, comemoramos 800 anos do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis. Sua morte, portanto, parece ser um cântico de ação de graças ao Criador. Justamente na oitava da Páscoa, depois de passar pelo meio do povo, o que sempre fez, o Papa Francisco retorna à casa do Pai e fica para sempre no coração do mundo. Isso também é simbólico, ele morre na Páscoa para ressuscitar com Cristo. Seus ensinamentos foram de proximidade, a Alegria do Evangelho, o Amor de Deus que ama com coração, a comunicação da verdade, mas com o coração e com verdade, o valor e defesa da família e da vida, o valor da humildade. Começou seu pontificado com a frase que sempre o acompanhou” Rezem por mim e eu rezarei por vocês”. Rezemos com gratidão pelo Papa Francisco e pela Igreja, sinal e lugar do encontro com o Senhor e com os irmãos e irmãs”, frisa padre Joel.
