Com o céu azul e o sol iluminando o centro de Ponta Grossa, a tarde de domingo, 05 de outubro, começou diante da Igreja do Rosário, onde centenas de fiéis se reuniram para dar início à Peregrinação Missionária. À frente, o bispo diocesano, Dom Bruno Elizeu Versari, conduziu o grupo em caminhada até a Catedral Sant’Ana. Mas teve peregrino que começou a jornada nas estradas: desde cedo, grupos de todas as regiões da Diocese se dirigiam à Ponta Grossa, que ficou completamente lotada pelos participantes dos oito setores diocesanos. De Irati, vieram 460 peregrinos, sendo 350 da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Entre os presentes, também brilhou a alegria da Infância Missionária, que ajudou a colorir de esperança cada momento da celebração.
Deus chama através de alguém
“Deus chamou e vocês responderam. Vocês disseram sim por um caminho que Deus escolheu”, foi com essas palavras que Dom Bruno Elizeu Versari, bispo diocesano, agradeceu os missionários e missionárias do jubileu. Em sua homilia, destacou: Como é bom sentir tem muitas pessoas respondendo sim. E aqui estamos: nós estamos com a Catedral completamente lotada: peregrinos, da esperança, missionários do jubileu.”
Falando sobre o Evangelho deste domingo, o bispo refletiu sobre a sementinha do Reino: "Fiquei pensando nesse dia, fiquei imaginando quantas sementinhas foram esparramadas nossa diocese. Quantos de vocês levaram essa sementinha naquela família, naquele terreno. Foi lançada essa sementinha pequenininha que precisa ser cuidada"
O bispo também pediu orações pelo bispo emérito Dom Sergio Arthur Braschi, lembrando seu zelo missionário e desejando sua pronta recuperação.
Vozes da peregrinação
O padre José Nilson Santos, assessor do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), definiu a peregrinação como um momento de alegria e gratidão a Deus, fruto de muitos encontros e diálogos com as paróquias da Diocese. “Quase todas estiveram representadas”, destacou. Para ele, os missionários que lotaram a catedral são as forças vivas das comunidades — agentes de pastoral e movimentos que mantêm viva a missão evangelizadora.
Recordando as visitas missionárias realizadas entre fevereiro e abril, o padre lembrou das famílias alcançadas pela oração e pelo testemunho de fé. Disse ainda que o Jubileu é um convite a “despertar a fé e a esperança numa atitude amorosa de encontro com os irmãos”. Para ele, a peregrinação é um marco na caminhada diocesana, que se prepara para celebrar o centenário e o Jubileu da Esperança.
Do interior de Irati, Mariza e Tadeu Spech, da capela Nossa Senhora de Fátima, participaram pela primeira vez de uma peregrinação, mas há anos se dedicam às missões. Já a irmã Rosalva Pontarolo, da Congregação Nossa Senhora das Dores da Santa Cruz, partilhou sua emoção: “Hoje eu estou percebendo assim como o amor de Deus pela gente é muito grande mesmo. Porque nessa experiência de caminho a gente vai chegando no céu. Às vezes é cansativo, às vezes falta um pouco de fôlego, mas é importante caminhar para uma direção segura e firmes na esperança"”
Sementes lançadas, missão reforçada
A peregrinação deste domingo foi mais do que um evento: foi um testemunho vivo da fé missionária. Entre cânticos e orações, a Diocese de Ponta Grossa renovou seu compromisso de caminhar unida, lançando sementes do Evangelho nas comunidades e preparando-se para celebrar o centenário diocesano. Sob o céu claro e a luz do Jubileu da Esperança, cada passo foi um ato de fé, cada coração, uma nova terra onde a semente do Reino começa a florescer.