Pela primeira vez, Ponta Grossa tornou-se ponto de encontro da Pastoral Carcerária de todo o Paraná. Entre os dias 11 e 13 de setembro, cerca de 40 agentes e padres assessores do Regional Sul 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participaram de uma assembleia formativa na Casa de Evangelização São Paulo Apóstolo.
Durante três dias, experiências vindas de diferentes regiões do estado encontraram-se em torno de uma mesma missão: atravessar as grades para escutar, acompanhar, celebrar, defender e transformar. A programação reuniu espiritualidade, formação, convivência e reflexão sobre os desafios enfrentados nas unidades prisionais.
A Diocese de Ponta Grossa foi representada pelo coordenador diocesano da Pastoral Carcerária, Jeferson Leandro de Paula, e pelos agentes Adrianis Galdino da Silva Júnior, Claudia Aparecida Carneiro, Maria Francisca Marinho, Eliana Fernanda Oliveira Prado, Élcio Prado, Geraldo Ramos, Tereza Costa Machado e Ademir Silvano. O assessor eclesiástico diocesano, padre Mateus Tanegueti, presidiu a Santa Missa na manhã de sábado, 12 de setembro, e acompanhou as atividades.
Presença que ultrapassa as grades
As formações e partilhas também trataram da realidade das unidades prisionais do Paraná, da aproximação com as famílias, da presença da Pastoral nas paróquias e da necessidade de renovar e fortalecer as equipes. A advogada Karine Lourenço, coordenadora da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Maringá, apresentou ainda uma reflexão sobre a Lei Antifacção e seus possíveis impactos na atuação pastoral.
Como encaminhamento, foram criadas três comissões regionais: Comunicação, Questões da Mulher Presa e Político-estratégica. Os agentes de Ponta Grossa Adrianis Galdino da Silva Júnior e Claudia Aparecida Carneiro foram escolhidos para integrar, respectivamente, as comissões de Comunicação e das Questões da Mulher Presa.
A próxima assembleia regional será realizada em 2027, em Francisco Beltrão. De Ponta Grossa, os participantes retornaram às suas dioceses levando novos aprendizados e o compromisso renovado com uma presença pastoral capaz de chegar onde a liberdade foi interrompida, mas a dignidade jamais pode ser esquecida.