O mês de julho terminou em festa para os devotos de Sant’Ana nas cidades de Ponta Grossa e Castro. Entre procissões fluviais, carreata, missas solenes e o aroma de comidas típicas, as celebrações em honra à padroeira transcenderam o religioso e se tornaram um testemunho vivo da fé que atravessa séculos.
Em Castro, a 102ª Festa de Sant’Ana (25 e 26 de julho) transformou a Igreja Matriz da padroeira em um epicentro de devoção e alegria. No dia 25, o tradicional Pastel de Sant’Ana e as guloseimas caseiras atraíram famílias inteiras, enquanto a novena preparava os corações para a solenidade do dia seguinte. Já no sábado (26), a manhã começou com a poética procissão fluvial na Prainha, seguida pela missa solene que encheu o templo histórico.
Enquanto isso, em Ponta Grossa, a festa (23 a 26 de julho) misturou solenidade e nostalgia. Na abertura, Dom Sergio Arthur Braschi, bispo emérito, recordando a história da Catedral de Ponta Grossa, reconstruída ao longo de três décadas, presidiu a Missa de alusiva à Dedicação da Catedral Sant’Ana que foi solenemente inaugurada com a bênção do Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, e de bispos de diversas dioceses paranaenses.
O ápice veio no sábado (26), quando uma carreata coloriu as ruas antes da missa solene com Dom Bruno Elizeu Versari. Em sua homilia, o bispo destacou o papel dos avós: “Aos pais, desfrutem o período que os filhos desfrutam da sabedoria dos avós enquanto eles existem, enquanto eles estão por perto” e completou: “Uma alegria quando o neto vem em casa. Então visitem os avôs. Não deixem os avós ficarem só”.
O pároco da Catedral Sant’Ana, padre Claudemir Nascimento Leal, destacou o número de voluntários que trabalharam para a festa acontecer: “Muitas pessoas envolvidas no serviço e nas doações. Até o resultado financeiro fica em segundo plano porque o que conta é a confraternização e o comprometimento da comunidade. Trabalhamos todos juntos cada um com sua função das diversas escalas que foram montadas”.
Nos dois municípios, o bingo e as barraquinhas completaram a atmosfera de confraternização e ambas confirmaram: a devoção a Sant’Ana segue tecendo histórias, prato a prato, reza a reza. “Deus abençoe a todos os envolvidos, e a senhora Sant’Ana interceda pela vida de todos. Muito obrigado”, completou o padre Claudemir.