ACENOS
HISTÓRICOS DA DIOCESE DE PONTA GROSSA
1. Primórdios
O Estado do Paraná, que não era Estado, estava dividido em duas partes: uma
pertencente a São Paulo, até 1853, quando conseguiu sua auto-determinação
governamental e uma segunda, pertencente à colônia espanhola do Paraguai. A
evangelização foi feita em duas regiões distintas e também por missionários
diferentes. A religião existente no Paraná, nas diversas tribos dos índios
Guarani, Coroados, Carijós, Botocudos, era rudimentar. Era este ambiente que
encontravam os primeiros missionários jesuítas vindos de São Vicente, no Estado
de São Paulo.
Neste
tempo em Paranaguá só havia homens nativos, mais tarde é que vão chegar os
civilizados brancos. Aos missionários volantes sucederam-se os jesuítas
residentes em Paranaguá, que subiram a Serra do Mar e vieram até Curitiba e
Ponta Grossa. A eles uniram-se sacerdotes seculares, franciscanos e carmelitas.
Tempo das Reduções Jesuítas.
Até
1745, só havia 4 paróquias no Paraná, a saber: Paranaguá, Curitiba, Antonina e
São José dos Pinhais. Em 1853, a 19 de dezembro, o Paraná emancipou-se de
São Paulo, pois dependia dele, como 5ª. Comarca.
2. Região
de Ponta Grossa
Crescia a região de Ponta Grossa, Palmas e Guarapuava. Desenvolvia-se o Norte do
Paraná. Para se ter um idéia do crescimento de Ponta Grossa, basta ver o relatório
de 20 de Setembro de 1898, do Padre João Batista de Oliveira, vigário de Ponta
Grossa. Dava uma população de cinco mil pessoas para Ponta Grossa, enquanto
cidades adjacentes como Palmeira, Guarapuava, Castro, Tibagi, acusavam 20.000
hab. em cada município. Ponta Grossa esteve, desde sua origem histórica,
ligada à religião. Aqui chegaram os missionários jesuítas vindos de Paranaguá.
Foi José de Góes de Moraes, filho do Capitão Mor Pedro Taques de Almeida, que
doou a Fazenda Pitangui aos Padres Jesuítas de Paranaguá para manterem o seu
Colégio aberto a 19 de março de 1755. Consta que a primeira igreja de Ponta
Grossa foi dedicada à Santa Bárbara. Data de 1729 e foi fundada pelos Jesuítas
e floresceu até sua expulsão em 1760. Ponta Grossa cresceu espiritualmente e
materialmente. Por isso, reclamava a presença de um Bispo em sua sede.
3. Criação
da Diocese de Ponta Grossa.
A Bula Pontifícia: “Quum in dies numerus – Papa Pio XI
– 10 de Maio de 1926
A
circunscrição de Ponta Grossa parece requerer um bispo que, de certo modo se
imponha e que, sendo genuinamente brasileiro, não estranha haver de tratar com
as mais variadas nacionalidades: polonesa, ucraniana, italiana e alemã”.
Finalmente depois de 2 anos de espera, a 10 de Maio de 1926, foram criadas as
duas dioceses de Ponta Grossa e de Jacarezinho e a Prelazia de Foz do Iguaçu.
Ponta Grossa teve que esperar quatro anos até que fosse provida de bispo.
Período
Vacante – Criada a Diocese de Ponta Grossa, somente foi provida em
1930, com a chegada do seu primeiro Bispo, Dom Antônio Mazzarotto. Durante este
período, governou a nova Diocese, Dom João Braga, que era Bispo Titular de
Curitiba, nomeado pelo Papa como Administrador Apostólico da Diocese de Ponta
Grossa, até a escolha e posse do primeiro bispo diocesano.
4. Bispos
Desde a sua criação, a Diocese de Ponta Grossa já foi orientada por cinco bispos e está com seu sexto bispo:
Dom Antonio Mazzarotto - 1930 até 1965. 1º. Bispo.
Dom Geraldo Micheletto Pellanda – 1965 até 1991.
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger – 1991 até 1997.
Dom João Braz de Aviz – 1998 até 2002.
Dom Sergio Arthur Braschi – 2003 até 2024
Dom Bruno Elizeu Versari - 2024 até os dias atuais.
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