O Seminário na História
Os seminários católicos, destinados a formar os futuros pastores da Igreja de Jesus Cristo, surgiram por ordem do Decreto Cum adolescentium Aetas do Concílio de Trento, aos 15 de julho de 1563, que exigia a criação de estruturas adequadas para formar os jovens destinados ao sacerdócio católico. Sem dúvida esta foi uma inspiração do Espírito Santo para uma concreta renovação da Igreja, que há mais de 450 anos ocupa um lugar vital na vida eclesial. Uma instituição que conta com a atenção dos pastores e o carinho, a oração e o sustento do povo de Deus.
Os dados históricos nos revelam que, até princípios do século XVIII não havia seminários episcopais ou seminários diocesanos no Brasil. A formação e preparação de parte do clero brasileiro se fazia nos colégios dos jesuítas. A maioria dos sacerdotes, porém, já vinha ordenado de Portugal.
O primeiro seminário, chamado Nossa Senhora da Conceição, fundado na Bahia, em 1747, por iniciativa do Arcebispo D. José Botelho de Matos e entregue à direção dos jesuítas, foi fechado em 1759, quando eles foram expulsos. Outros seminários fundaram-se nessa época: na Paraíba, em 1745, graças à iniciativa do Pe. Jesuíta Gabriel Malagrida; em São Paulo, em 1746; em Mariana, chamado de Nossa Senhora da Boa Morte, fundado em 1748; no Pará, em 1749 e, no Maranhão, em 1752, também por iniciativa do Pe. Malagrida, todos fechados em 1759, quando os jesuítas foram expulsos.
Com a expulsão desses religiosos, deu-se uma crise geral nos seminários no Brasil, porque quase toda a formação do clero diocesano, durante o período colonial, estivera em mãos da Companhia de Jesus.
Em meados de 1872, já estavam funcionando seminários em quase todas as dioceses do Brasil, estando em fase de conclusão o do Rio Grande do Sul, que prometia ser um dos maiores do país. Em todo o império havia 1.277 seminaristas, sendo 977 dos cursos preparatórios e 300 dos seminários maiores.
A reforma do clero e a fundação dos seminários passou a ser a preocupação prioritária. Os aspectos elencados sobre a formação dos sacerdotes estão presentes no Concílio Plenário dos Bispos da América, realizado em Roma, de 28 de maio a 9 de julho de 1899, convocado pelo papa Leão XIII, no qual se destacara a necessidade de cada diocese ter seu seminário diocesano, realizando-se, nos seminários menores os estudos das humanidades e, nos maiores, estudos de filosofia e teologia.
Surge, em 01 de agosto de 1922, a Epístola Apostólica Officiorum Omnium Sanctissimorum de Pio XI, com algumas orientações sobre os seminários e os estudos dos clérigos. Nesse documento, fica muito claro, a preocupação da Igreja sobre o ministério sacerdotal, salientando, dentre outros itens, a importância dos estudos de teologia pastoral e a necessidade de se fundar seminários diocesanos, interdiocesanos ou regionais. Para finalizar essa breve apresentação, cita-se o documento pontifício Ad Catholici Sacerdotti, de 20 de dezembro de 1935, no qual Pio XI trata, entre outros pontos, da santidade e da ciência exigidas pelo sacerdócio católico dos cuidados necessários para a formação dos clérigos.
O Concílio Vaticano II, através do Decreto Optatam Totius, promulgado em 28 de outubro de 1965, ressalta que a formação dos sacerdotes deve sempre estar de acordo com realidade pastoral, de modo que os seminaristas, dispostos a entregar a vida ao Bom Pastor, formem-se para serem verdadeiros ministros da Palavra, da santificação e da condução pastoral do povo.
Os Seminários da Diocese de Ponta Grossa
A Diocese de Ponta Grossa, em sua criação, contava com 35 presbíteros, todos religiosos, especialmente os verbitas, os franciscanos, os lazaristas, os estigmatinos, além dos ucranianos.
Vale considerar que a formação do clero secular do Paraná, e de outras regiões do Brasil, acontecia no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga em São Paulo (fundado em 1934), isso falando dos cursos de Filosofia e Teologia.
No Paraná, Dom Manuel D’Elboux, Arcebispo de Curitiba, considerando que o seminário de São Paulo não poderia mais receber os seminaristas (eram 26 paranaenses, entre esses 3 de Ponta Grossa), e o de Seminário de São Leopoldo-RS era distante, entre outras dificuldades, em 1956 informou os bispos do Paraná que no ano seguinte, 1957, abriria o Seminário Maior em Curitiba na casa episcopal. No início do ano eram 19 seminaristas no Seminário Rainha dos Apóstolos, em Curitiba.
Em Castro, no início de 1941, foi criado o Seminário Diocesano São José (santo de devoção de Dom Antonio), por Dom Antonio Mazzarotto, no qual o primeiro reitor foi o Pe. Luis Verdier, eram 4 alunos. Em 1943 passou para uma casa maior, no bairro da Ronda, em Castro, dirigido pelo P
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