MATRIZ
PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO
Pároco:

Padre Luiz Carlos Sartor CM


Vigário Paroquial:

Padre Geraldo Valença CM

Padre Pedro Gielinski CM


Horários de Missa
  • Quarta-feira 13h e 19h30min
  • Quinta-feira 19h30 min
  • Sábado 19h30 min
  • Domingo 8h30min e às 19h

Endereço
R. Joaquim Marcondes Pupo, 209
Imbituva - Centro


Contato
(42) 34361180 Whats (42)99815-9595
paroquiaimbituva@yahoo.com.br
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Histórico
A história da Paróquia se confunde com a história do próprio município, revelando-se um inesquecível local de propagação de fé e espiritualidade.

Segundo relatos do livro “Imbituva, uma viagem de retorno à terra natal”, de autoria de Edemê de Matos, os primeiros moradores do município logo após escolherem o local para desenvolvimento do povoado do Cupim, decidiram também construir a primeira capela, fundada em 27 de junho de 1871, recebendo como padroeiro Santo Antônio. Uma forma de homenagear o doador do terreno onde foi construída a capela, Antonio Lourenço de Ávila.

Oito anos depois, em 7 de abril de 1879, é fundada a Paróquia Santo Antônio. Na época não havia Diocese em Curitiba ou Ponta Grossa, por isso, o Decreto que criou a Paróquia foi pela provisão canônica de Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo diocesano de São Paulo. Os primeiros padres eram de ascendência italiana. O primeiro Pároco foi Miguel Eboli, outros que também se destacaram foram Thomaz Kânia e Marian Litewka.

A historiadora Cleusi Bobato Stadler, autora do Livro “Imbituva e suas Histórias” conta que outras comunidades pertenciam a Paróquia. “As comunidades de Irati, Teixeira Soares e Prudentópolis faziam parte da Paróquia de Santo Antônio, que pertencia a Paróquia de São Sebastião de Conchas (Ponta Grossa)”, permanecendo assim até 1910, quando Imbituva é elevada à categoria de cidade.

O ano de 1920 também ficou marcado na história da Paróquia Santo Antônio. Foi quando o Padre Casimiro José Andrejewski, com a ajuda da comunidade e do juiz local, efetuou vários retoques na edificação da igreja, tornando-a espaço viável para utilização. Tendo em vista, o período de abandono e descaso sofrido pela igreja.

Talvez os paroquianos de Imbituva não saibam, mas a atual igreja matriz é a terceira igreja construída desde o início da história católica no município. “Antes de termos uma Paróquia, foi construída uma pequena capela em madeira, um tanto rústica. Depois se construiu uma segunda, já em alvenaria, bastante ampla. E finalmente esta atual igreja com toda a beleza que ela tem, inaugurada em 1967”. O projeto, em estilo neo romano moderno, foi criado pelo engenheiro Flavio Younglood, da cidade de Irati, e levou 10 anos para ser finalizado.

Atualmente a Paróquia Santo Antônio conta com 7 comunidades na região urbana e mais 31 capelas no interior, totalizando 38 comunidades.

A Paróquia merece todo respeito e consideração, “pela luta dos antepassados imbituvenses que procuraram cultivar a fé católica e nos legaram a beleza deste templo dedicado a Santo Antônio”.

Além de evangelizar e transmitir os ensinamentos da fé, a Paróquia tem a função de ser formadora de consciência.

Comunidade / Padroeiro (a) Localidade 
01 Matriz: Santo Antônio - Centro - Imbituva
02 Nossa Senhora das Graças - Adelaide
03 Imaculado Coração de Maria - Água Suja
04 São Francisco de Assis - Água verde
05 São José - Arroio Grande
06 São Pedro - Aterrado Alto
07 Nossa Senhora das Graças - Barra Bonita
08 Menino Jesus - Barreiro
09 Nossa Senhora Aparecida - Barro Preto
10 São Sebastião - Barrocas
11 Nossa Senhora do Carmo - Bela Vista do Carmo
12 Nossa Senhora do Rosário - Bela Vista do Rosário
13 Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Cachoeirinha
14 Nossa Senhora das Graças - Corte D`Ouro
15 Nossa Senhora Aparecida - Faxinal dos Galvão
16 Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Faxinal dos Penteados
17 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Jararaca
18 Nossa Senhora das Graças - Jardim Cabral
19 Santa Terezinha Menino Jesus - Jardim Novo Horizonte
20 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Jardim Tangará
21 Nossa Senhora Aparecida - Km, 12
22 São João Batista - Lontrão
23 São Pedro - Madrugas
24 São Miguel - Mato Branco de Baixo
25 São Sebastião - Mato Branco de Cima
26 Nossa Senhora da Luz - Moquém
27 São José - Morro das Pedras
28 São Sebastião - Nova Esperança
29 Nossa Senhora Aparecida - Olho D’Água
30 Nossa Senhora de Fátima - Paulistas
31 Bom Jesus e Nossa Srª das Neves - Palmar
32 Nossa Senhora de Sant’Ana - Restinga
33 Santo Antônio * SANTUÁRIO - Ribeira dos Leões 
34 Nossa Senhora Aparecida - Ribeirão Bonito
35 Nossa Senhora de Sant’Ana - Santana
36 Nossa Senhora de Fátima - Valinhos
37 Nossa Senhora Aparecida - Vila Zezo
38 São Vicente de Paulo - Vila Brasil

PÁROCOS:
Fundação: 07 de Abril de 1879
Pe. Miguel Eboli (1879-1880)
Pe. José Stumbo (1882-1884)
Pe. Paulo Perelli (1884-1887)
Pe. José Antônio Gonsalves (1887-1888)
Pe. Joaquim Navásio (1888-1889)
Pe. Matheus Francisco Bonatto (1889-1899)
Pe. João Batista Scarpeti (1899-1906)
Pe. Ângelo Maecagnani (1906-1910)
Pe. Ernesto Cansoni (1911-1914)
Pe. José Nach (1914-1916)
Pe. AngeloMaccagnani (1916-1920)
Pe. Casimiro José Andrejewski (1920-1921)
Pe. Frei Ricardo OFM Cap. (1921)
Pe. Frei Julio OFM Cap. (1921-1922)
Pe. Martinho Weber SVD (1922-1928)
Pe. João Luz SVD (1928-1930)
Pe. Thomas Kânia – (1931-1943) – 1º. Período.
Pe. BranislauKozlowski – (1943-1948)
Pe. Thomas Kânia (1948-1957) – 2º. Período.
Pe. Afonso Paszkiewicz (1957-1965)
Pe. WendelinSwierczek (1965-1971) Inauguração da Igreja Matriz.
Pe. Marian Litewka (1971-1976)
Pe. Estanislau Belinowski (1976-1984)
Pe. Aldo Seidel (1984-1994)
Pe. Claudio Valenga (1994-1999)
Pe. Luiz Carlos de Oliveira (1999-2000)
Pe. Joelson Cezar Sotein (2000-2003)
Pe. Geraldo Valenga (2003-2009)
Pe. Jair Furmann (2009-2010)
Pe. Leocádio José Zytkowski (2010-2014)
Pe. Marcos Miguel Valaski (2014-2016)
Pe. Gilson Cezar de Camargo (2016-2020)
Pe. Guilherme Schelbauer (2020- 2022)
Pe. Francisco de Assis Rodrigues(2023)
Pe.  Euzébio Spisla  - 2023
Pe. Luiz Carlos Sartor - 2024

PASTORAIS E MOVIMENTOS:
Pastoral Familiar, 
Pastoral Vocacional, 
Pastoral da Criança, 
Ministros Extraordinários da Comunhão e da Esperança, 
Liturgia, 
Pastoral da Música, 
Catequese, 
RCC, 
Apostolado da Oração, 
Ação Social, 
Coroinhas, 
Acólitos, 
AIC. 

ORAÇÃO

 Trezena de Santo Antônio

∗ Pode ser rezada tambem do dia 1° ao 13° de junho ou do mês em curso.

∗ Pode ser rezada nas 13 TERÇAS-FEIRAS EM HONRA DE SANTO ANTÔNIO.


Súplica

    Meu querido Santo Antônio, Santo dos mais carinhosos, o vosso ardente amor de Deus, as vossas sublimes virtudes e grande caridade para com o próximo vos mereceram durante a vida o poder de fazer milagres espantosos. Nada vos era impossível senão deixar de sentir compaixão pelos que necessitavam da vossa eficaz intercessão. A vós recorremos e vos imploramos que nos obtenhais a graça especial que neste momento pedimos. Ó bondoso e santo Taumaturgo, cujo coração estava sempre cheio de simpatia pelos homens, segredai as nossas preces ao Menino Jesus que tanto gostava de repousar nos vossos braços. Uma palavra vossa nos obterá as mercês que pedimos. (Segue-se a meditação do dia competente) 


1ª Terça-feira 

    Oração - Invencível Santo Antônio, mártir pelo desejo, pelo fervor do amor que vos inflamou com o ardente anseio de derramar o vosso sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos o vosso auxílio para que nos assistais a nós e a todos os agonizantes na hora da nossa morte, e para que obtenhais o eterno descanso para as almas do purgatório. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...) 


2ª Terça-feira 

    Oração - Ó Santo Antônio, grande Doutor da Igreja, que ilustrastes a eterna e imutável verdade tanto pela palavra como pelo exemplo, nós vos imploramos que nos conserveis na fé católica, que convertais os que estão fora da nossa Igreja e que extirpeis todos os erros e falsidades. Obtende também que os Governantes e os Magistrados exerçam a justiça com eqüidade e para o bem do povo. 

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...) 


3ª Terça-feira 

     Oração - Ó bondoso consolador Santo Antônio! Nunca quem procurou o vosso auxílio deixou de ser atendido. Humildemente vos suplicamos que nos auxilieis, a nós e a todo o mundo, nas calamidades e aflições; preservai-nos da falta de arrependimento, da covardia e do desespero; afastai de nós toda a intolerância e toda a discórdia. ( Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai...) 


4ª Terça-feira 

    Oração - Santo Antônio, fervoroso adorador de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ateastes em toda a parte o fogo da caridade perante o qual os demônios fugiam, guardai as nossas almas e os nossos corpos, e defendei-os contra as tentações de Satanás, para que ele não tenha o poder de nos molestar em pensamentos, palavras e obras, e afastai de nós todos os vãos receios e imaginações. 

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


5ª Terça-feira 

    Oração - Ó maravilhoso pregador Santo Antônio, a cujas poderosas palavras nenhum pecador podia resistir, humildemente vos suplicamos que preserveis os nossos corpos de febres, feridas e doenças infecciosas, e as nossas almas da lepra do pecado. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


6ª Terça-feira 

    Oração - Ó milagroso Taumaturgo Santo Antônio, em quem Deus manifestou o seu poder , livrai-nos de todas as fraquezas e enfermidades para que possamos sempre glorificar Deus Todo Poderoso, sãos de espírito e de corpo, e fortes de alma. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


7ª Terça-feira 

    Oração - Santo Antônio, fiel guia dos viajantes, a quem Deus deu o poder de dominar as tempestades e de acalmar as ondas do mar, preservai-nos a nós e a todos os viajantes dos perigos do mar e da terra, e do naufrágio das nossas almas. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


8ª Terça-feira 

    Oração - Ó valente confessor Santo Antônio, que libertastes das cadeias temporais os corpos dos homens, e das cadeias espirituais as suas almas, libertai os pobres cativos das prisões que não mereceram, e as almas que o pecado escraviza, das trevas dos seus cárceres espirituais, e auxiliai todos os que estão condenados à morte. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


9ª Terça-feira 

    Oração - Ó branca Flor da Pureza, Santo Antônio, que tivestes nos vossos braços virginais Jesus, o Filho de Deus, nós vos suplicamos que nos preserveis a nós, e a todos os que nos pertencem, dos males corporais; auxiliai também os surdos, os mudos, os cegos, os coxos, os disformes, e alcançai para eles a paciência necessária para suportarem as suas aflições. Ajudai também a preservar o corpo místico da Igreja, e fazei com que todas as nações, com os seus governantes e príncipes, se conservem fiéis ao seu chefe. 

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


10ª Terça-feira 

    Oração - Fidelíssimo Santo Antônio, que desprezastes os bens deste mundo para poderes obter as riquezas de Cristo, ajudai-nos a nunca desejar nada que nos seja prejudicial, preservai-nos de todas as ambições mundanas e obtende-nos que procuremos sempre a graça, e, se a perdermos, não descansemos até recuperá-la. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


11ª Terça-feira 

    Oração - Santo Antônio, poderoso auxiliar, em quem o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo obra tão grandes maravilhas, invocamos o vosso auxílio em todos os perigos, visíveis e invisíveis. Preservai-nos, pela vossa intercessão, dos nossos inimigos, dos raios, das tempestades, do incêndio e da guerra, e livrai-nos fielmente de todos os perigos da alma e do corpo. 

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


12ª Terça-feira 

    Oração - Santo Antônio, refúgio universal, nós vos suplicamos que nos socorrais em todas as aflições, na pobreza e na enfermidade; que consoleis as viúvas e os órfãos, e todos aqueles que vos invocam nas suas necessidades. 

(Pai Nosso, Ave Maria, Glória...) 


13ª Terça-feira 

    Oração - Ó Glorioso Santo Antônio, honra de Portugal, Apóstolo de todas as nações, manifestai-nos o poder milagroso que tem ganho vitórias tão maravilhosas sobre o erro e a descrença, e acendei nos nossos corações a chama da divina caridade e do amor fraterno, a fim de que, unidos no aprisco verdadeiro do Divino Pastor, possamos glorificar Aquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina eternamente. Amém. (Pai Nosso, Ave Maria, Glória...)

O Padroeiro
O Padroeiro
SANTO ANTONIO
Biografia
Santo António nasceu em Portugal, em Lisboa, em 1195. Uma tradição indica a data de 15 de agosto. Ele era filho do nobre Martino de 'Buglioni e Donna Maria Taveira. Sua casa ficava a poucos metros da catedral. Ele foi batizado com o nome de Fernando. Acima de tudo, pela mediocridade moral, a superficialidade e a corrupção da sociedade se sentiu animado a entrar no mosteiro agostiniano de São Vicente, fora dos muros de Lisboa, para viver o ideal evangélico sem concessões, entre os agostinianos.

Fernando morou em São Vicente por cerca de dois anos. Então, incomodado com as contínuas visitas de amigos, pediu para mudar para outro lugar, sempre dentro da ordem agostiniana. Assim, Antônio fez sua primeira grande jornada, cerca de 230 quilômetros, o que separava Lisboa separada Coimbra, então a capital de Portugal. Tinha 17 anos, e chegou em um ambiente onde viveu com uma grande comunidade de cerca de 70 membros para o curso de 8 anos, de 1212 a 1220. Estes foram anos importantes para a formação humana e intelectual do Santo, que podia contar com professores talentosos e com uma biblioteca rica e atualizada.

Estudos e mudança
Fernando dedicou-se completamente ao estudo das ciências humanas e teológicas. Os anos passados em Santa Cruz de Coimbra deixaram um traço profundo na fisionomia psicológica e no processo existencial do futuro apóstolo. Foi ordenado sacerdote provavelmente no ano de 1220. Em setembro de 1220, Fernando deixou os agostinianos para vestir a túnica grossa e marrom dos franciscanos. Neste momento abandonou o antigo nome do batismo para se chamar “Antônio”. Depois de estudar a regra franciscana, partiu para o Marrocos. Porém após ser acometido de uma enfermidade, teve que retornar a sua terra natal. No caminho de retorno devido a uma tempestade e ventos contrários, o navio foi arrastado para a distante Sicília, e permaneceu ali por dois anos.

No dia 8 de maio de 1221 foi para Assis para participar de um dos capítulos da ordem, era um entre muitos naquele momento. Quando quase todos os conventuais partiram, Antônio foi notado por Frei Graziano, ministro provincial da Romagna. Sabendo que o jovem frade também era padre, pediu que ele o acompanhasse. Seus dias transcorreram em oração, meditação e humilde serviço aos confrades. Durante este período o Santo pode amadurecer sua vocação franciscana, aprofundar a experiência missionária abruptamente interrompida, revigorar o compromisso ascético, refinar-se na contemplação.

Descoberta do dom
Em setembro de 1222, as ordenações sacerdotais dos religiosos dominicanos e franciscanos foram realizadas em Forlì. Antes de o grupo de ordenandos ir à catedral da cidade receber as ordens sagradas do bispo Alberto, era habitual dirigir um sermão aos candidatos. Mas ninguém havia sido escolhido antecipadamente e, portanto, nenhum dos padres presentes havia se preparado. Quando chegou a hora de falar em público, todos se recusaram a improvisar o sermão. Só o superior de Montepaolo conhecia bem as habilidades de Antônio. Diante da insistência do superior, ele tomou a palavra.
À medida que o discurso se desdobrou em um latim retumbante, as expressões tornaram-se mais quentes e mais atraentes, originais e excitantes. Ele revelou, mesmo contra o desejo, a profunda cultura bíblica, a espiritualidade envolvente. Assim, Santo Antônio começou sua missão de pregador na Romagna. Ele falava com o povo, compartilhando sua existência humilde e atormentada, alternando o compromisso de catequização com o trabalho pacificador, atendia confissões, confrontado-se pessoalmente ou publicamente com os defensores das heresias.
Após o período de Forlì, depois de ser convidado pelos superiores para pregar nas cidades e vilarejos da Romagna, no final de 1223, Antonio também foi convidado a ensinar teologia em Bolonha. Por dois anos, ele ensinou as verdades básicas da fé ao clero e aos leigos. Começava com a leitura do texto sagrado para chegar a uma interpretação que desafiava e falava à fé e à vida do público. Santo Antônio é, portanto, o primeiro professor de teologia da ordem franciscana recém nascida.

Foi por ocasião do capítulo geral de 1230, que ocorreu durante a transladação dos restos mortais de Francisco para a nova basílica erguida em sua honra, que Frei Antônio de Lisboa foi liberado das posições de governo da ordem. Por causa da grande estima que gozava entre os superiores da Ordem Menor, ele recebeu o novo papel de "pregador geral", com a faculdade de ir livremente onde ele considerasse apropriado, e escolhido, com outros seis confrades, para representar a Ordem no Papa Gregório IX.

Pádua
Em Pádua, Antônio fez algumas viagens relativamente curtas: a primeira, entre 1229 e 1230; a segunda, entre 1230 e 1231, durante o qual ele morreu precocemente. Somado os dois períodos chegamos a uns 12 meses máximo. Os Sermões Antonianos foram considerados como as mais notáveis obras literárias de natureza religiosa compilada em Pádua durante a Idade Média.

De sermão em sermão espalhou-se a fama do que estava acontecendo em Pádua, causando um aumento contínuo de peregrinos. Uma multidão incessante se reunia em torno de seu confessionário. Era impossível enfrentá-los, embora alguns dos irmãos sacerdotes e uma série de sacerdotes da cidade tentassem aliviar tal fadiga. Ele so poderia esperar que diminuísse o fluxo dos penitentes ao anoitecer. Alguns voltaram ao sacramento da confissão, declarando que uma aparição os levara à confissão e a mudar suas vidas.

Morte do santo
No final da primavera de 1231, Antônio foi acometido de uma doença. Colocado em uma carroça puxada por bois, ele foi transportado para Pádua, onde pediu permissão para morrer. No entanto, na Arcella, uma aldeia na periferia da cidade, veio a falecer. Ele respirou, murmurando: "Eu vejo o meu Senhor". Era sexta-feira, 13 de junho. Ele tinha 36 anos de idade.
O Santo foi sepultado em Pádua, na pequena igreja de Santa Maria Mater Domini, o refúgio espiritual do Santo nos períodos de intensa atividade apostólica.

No final do funeral festivo, o corpo do santo foi enterrado na pequena igreja do convento franciscano da cidade. Provavelmente não enterrado, mas sim um pouco "levantado", para que os devotos, cada vez mais frequentes e numerosos, pudessem ver e tocar o túmulo-arca. Um ano depois de sua morte, a fama dos muitos prodígios realizados convenceu Gregório IX a queimar as etapas do processo canônico e proclama-lo Santo em 30 de maio de 1232, apenas 11 meses depois de sua morte. A igreja fez justiça à sua doutrina, proclamando-o em 1946 "doutor da igreja universal", com o título de Doctor Evangelicus.

Sermão sobre a caridade
Bento XVI citando Um pequeno trecho de um dos sermões de Santo Antônio disse:

A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem amor, a fé morre "( Sermones Dominicales et Festivi II, Messaggero, Padova 1979, p.37).

“Somente uma alma que ora pode progredir na vida espiritual: este é o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio.”

Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, nossa tendência a cair em pecado, por isso ele continuamente nos incita a lutar contra a inclinação à ganância, orgulho, impureza e praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, humildade e obediência, de castidade e pureza. No início do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, cresceu o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por esta razão, Antônio convida repetidamente os fiéis a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que fazendo bom e misericordioso, acumula tesouros para o céu. "Ó povo rico - então ele exorta - faz amigos ... os pobres, os acolhe em seus lares: eles serão os pobres, para recebê-lo nos tabernáculos eternos, onde há a beleza da paz, a confiança da segurança e o opulento quietude da saciedade eterna.
“Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação”

Esta é outra característica típica da teologia franciscana: o cristocentrismo. Ele contempla de bom grado, e convida a contemplar, os mistérios da humanidade do Senhor, o homem Jesus, de um modo particular, o mistério da Natividade, Deus que se fez Criança, entregou-se em nossas mãos: um mistério que desperta sentimentos de amor e gratidão para com a bondade divina.”


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/santo-antonio.html
 
 
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